quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Congresso sobre Defensivos Agrícolas Naturais realizado na Embrapa dá origem à livro



  

O livro conta com mais de 70 autores*


A Embrapa publicou recentemente o livro Defensivos Agrícolas Naturais: uso e perspectivas – que nasceu da necessidade de se enquadrar as informações contidas nas discussões científicas e palestras proferidas durante o V Congresso Brasileiro de Defensivos Agrícolas Naturais, realizado na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), no qual foi discutido o papel dos defensivos naturais na agricultura do século XXI.

Trata, em seus capítulos iniciais, sobre temas ligados ao acesso ao patrimônio genético natural, legislação para o desenvolvimento e uso de defensivos naturais, testes laboratoriais e qualidade de análises exigidas para o registro destes produtos. Analisa questões referentes ao potencial de desenvolvimento de defensivos naturais derivados de plantas, incluindo questões concernentes à biodiversidade, tecnologia de obtenção, pesquisa e uso de defensivos agrícolas naturais.

Apresenta, sob a ótica epidemiológica do controle biológico de pragas, doenças e plantas daninhas e as visões do produtor e da indústria, o processo de transição para um modelo agrícola de base biológica em diferentes escalas, ou seja, grandes culturas, cultivo intensivo e outros.

Conforme explicou Isabel Penteado, chefe adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente, o livro conta com mais de 70 autores, em 24 capítulos, onde reúne uma grande e importante quantidade de informações. "Discute desde aspectos regulatórios e modelagem, até os temas mais diretamente ligados à produção e uso de defensivos naturais, o que certamente será de grande utilidade aos interessados no tema," disse Isabel.

Já Yelitza Colmenarez, representante Regional do Centro Internacional para Agricultura e Biociência – CABI para América Latina e Caribe (em sua sigla em inglês), que também assina um dos capítulos do livro, salienta que a edição fornece informações atuais, apresentando pesquisas e experiências na utilização dos métodos naturais de controle, com comprovada eficiência, na procura de aumentar a sua utilização e de práticas mais sustentáveis na produção agrícola.

Ainda segundo Yelitza, "apesar da crescente importância que métodos sustentáveis de controle de pragas vêm ganhando nos últimos tempos, devido principalmente aos efeitos negativos causados pelo uso excessivo e incorreto de agrotóxicos, é difícil encontrar num único livro, recopilação sobre defensivos agrícolas naturais da forma em que se apresenta nesta obra, passando pelo uso dos botânicos, parasitoides, predadores e entomopatógenos, discutindo de forma crítica o potencial e desafios para o uso, produção e comercialização dos mesmos,"  explica ela.

Os editores técnicos, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, apontaram a atualidade da temática da obra pela capacidade de contribuir para o avanço e consolidação do tema no País, e pelo alto grau de relevância, tanto para pesquisadores e indústrias de insumos, quanto para técnicos e produtores que perseguem uma agricultura baseada em sustentabilidade.

Nesse contexto, o bibliotecário da Embrapa Meio Ambiente Victor Paulo Simão ressalta que a oferta da obra à sociedade certamente trará o benefício da informação a pesquisadores, estudantes, agrônomos, técnicos agrícolas e agricultores, ou seja, todos aqueles atores com algum grau de interesse na produção segura e sustentável de alimentos e outros produtos vegetais.

Defensivos naturais

Os defensivos agrícolas naturais são os produtos originários de partes de, ou compostos extraídos de plantas, microrganismos, animais e minerais. São sistemas em franca expansão que buscam obter vantagens das interações de ocorrência natural, dando ênfase ao manejo das relações biológicas e processos naturais. Estão em contraste ao modelo usual, que usa defensivos químicos para realizar o controle de pragas.

Ao dar ênfase ao manejo das relações biológicas e processos naturais, estão em plena consonância com as expectativas dos consumidores que buscam produtos mais saudáveis. Por essa razão, defensivos naturais experimentam um crescimento no Brasil e no mundo, principalmente nas pequenas e médias propriedades agrícolas e na agricultura familiar, mas também já é utilizado em grandes propriedades agrícolas.

Dessa forma, o mercado de defensivos naturais, principalmente capitaneado pelo controle biológico, está crescendo cerca de 16% ao ano no mundo.

No Brasil esse segmento do agronegócio já representa de 3 a 5% das vendas dos pesticidas químicos e há espaço para continuar crescendo. Esse movimento tem colocado os defensivos agrícolas naturais em discussão, como opção viável para a produção saudável de alimentos.

O livro lançado pela Embrapa busca reunir o resultado desses debates no âmbito da pesquisa e pode ser baixado gratuitamente por meio do endereço abaixo: 
https://goo.gl/YtsaN5

*Fonte: Rede SIAL Brasil 
http://redesialbrasil.blogspot.com.br/2017/01/congresso-sobre-defensivos-agricolas.html

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A ONU é uma organização inútil?


Por: Francisco Roberto Caporal[i]

Não sou especialista em relações internacionais, mas como cidadão comum, que acompanha a história e tem opinião, penso que é hora de manifestar minha indignação. Acabo de ver na TV o senhor Ban Ki-moon, Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), se lamentando por mais um genocídio ocorrido em Aleppo, na Síria. Esta é uma cena que vem se repetindo faz anos, sempre que há uma tragédia como esta, ou quando morrem milhares de refugiados em distintos mares deste planeta ou quando os refugiados são perseguidos ou são vítimas da xenofobia dos países do Norte, o senhor Secretário Geral da ONU, que está há quase 10 anos no cargo, aparece para se lamentar. Isso, demonstra que a ONU não tem nenhuma governança e que tem sido incapaz de solucionar os sérios conflitos que vêm ocorrendo no mundo. O próximo Secretario Geral da ONU será o português Antonio Guterres, que assume em janeiro do próximo ano. Espero que não seja outro que vem para lamentar-se.

Enfim, esta inércia e ineficiência da organização me faz crer que a ONU é uma organização inútil. E não é por falta de uma burocracia mastodôntica. São órgãos ou programas vinculados à ONU a AIEA, OACI, IFAD, OIT, OMI, FMI, UNESCO, OMT, UPU, BM, PAM, OMS, OMPI, OMN, UNICEF, PNUMA. Nem sei se coloquei todos, mas, somando todas estas siglas, podemos ter uma ideia do tamanho do orçamento deste monstro burocrático mundial. Um aparato burocrático que precisa ser mantido com dinheiro arrecadado dos países membros, para manter funcionários com altos salários e muitas pompas.

Assim como a ONU, seus “filhotes”, FAO e PNUMA (para falar dos que estão mais próximos do meu campo de estudo), também são inúteis. Seus logros não justificam a enorme máquina burocrática mantida em finos escritórios e prédios de luxo espalhados pelo mundo. A FAO, organização encarregada de cuidar da agricultura e da alimentação no mundo, registra seu fracasso nos relatórios que ela mesma divulga ou nas estatísticas disponíveis na internet no seu FAOSTAT. Todos os anos, o que vemos é que o número de famintos e desnutridos segue entre 800 milhões e um bilhão de pessoas que passam fome todos os dias.

No campo da agricultura a FAO foi uma das entidades que deram inestimável apoio à implementação da Revolução Verde, com todos os impactos dos agroquímicos e transgênicos por demais conhecidos. Quando o modelo da RV começou a fazer água, a FAO inventou uma tal de Intensificação Verde e, hoje em dia, sem solucionar nada dos problemas que ajudou a criar, inventa um programa de Agroecologia para os pobres. Seria inacreditável, se não fosse coisa da FAO. Por quê? Porque a organização continua apoiando a agricultura industrial de altos insumos e passa a fazer um discurso de “boazinha” e agroecológica. Aliás, a mesma FAO que alerta para a enorme crise de abastecimento de água potável que se avizinha, apoia uma agricultura irrigada para a produção e exportação de grãos que vão alimentar as vacas do Norte e que consome 70% da água doce do planeta.
Por sua vez, o PNUMA, órgão máximo responsável pela preservação do meio ambiente, vem seguindo a mesma trajetória de sua irmã. Desde que o PNUMA foi criado, em 1972, o mundo só viu piorar a questão ambiental. Os próprios relatórios divulgados pelo PNUMA mostram isso. De lá para cá, foram extintas centenas de espécies, aumentou enormemente o desmatamento das florestas tropicais, houve uma brutal redução da biodiversidade, aumentou a desertificação e salinização dos solos, piorou a emissão de gases de efeito estufa, para citar alguns exemplos que indicam a inutilidade deste aparato ecotecnocrático. Não se pode negar, entretanto, que o PNUMA, através de seus relatórios tem sido uma importante fonte de informação sobre os avanços da destruição do meio ambiente.

Aliás, permitam-me um desabafo final, creio que foram e são inúteis, também as organizações de Bretton Woods, criadas após a II Grande Guerra, sob a hegemonia dos USA. O FMI é o exemplo mais claro deste engodo. Ao longo dos anos, suas políticas e empréstimos draconianos, sufocaram os países do Sul. Suas ações serviram para apoiar governos ditatoriais e salvar as elites comerciais e financeiras do terceiro mundo, ao tempo em que contribuíam para o empobrecimento dos já pobres terceiro-mundistas, devido ao endividamento dos países.

O Banco Mundial é outro exemplo da ineficácia das organizações de Bretton Woods. Os resultados positivos de suas políticas e empréstimos só aparecem em seus próprios relatórios, quando aparecem. No que diz respeito ao desenvolvimento rural, por exemplo, os programas do Banco Mundial que conheci foram um fracasso. Impuseram políticas, programas e estratégias equivocadas, muitas vezes trazidas de outras realidades completamente alheias à nossa. Não conheço projetos do BM que tenham resolvido os problemas do mundo rural onde foram implantados.
Na mesma linha a Organização Mundial do Comércio - OMC, que devia ser OIC, ainda nos anos 40, o que nunca foi aprovado pelos USA. Depois foi GATT – Acordo Geral de Tarifas e Comércio – que ficou de 1986 a 1994 enrolando na tal Rodada Uruguai, sem muitos avanços. Se não se resolve o problema, se cria outra organização. Nasce a OMC, em 1995. Do mesmo modo, segue a enrolação com a tal Rodada Doha. Enquanto isso, os países do Norte deitam e rolam com seus subsídios e subvenções à agricultura, impondo sacrifícios e preços baixos para os alimentos produzidos pelos mais pobres do campo, nos países periféricos.

Vale a pena refletir!



[i] O autor é Engenheiro Agrônomo. Professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Recife, 16/12/2016.  Email: caporalfr@gmail.com
- Aos interessados em aprofundar no estudo deste assunto recomendamos a leitura do livro: ESTEVAN, A. (comp.) FMI, Banco Mundial y GATT – 50 años bastan. El libro del Foro Alternativo Las otras voces del planeta. Madrid: Editorial TALASA, 1995. 510p.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O que não é Agroecologia.


Por: Francisco Roberto Caporal [1]

Já faz tempo que tentamos alertar para o uso abusivo, equivocado, maldoso, oportunista ou por má fé, do vocábulo Agroecologia. E não por acaso, mas porque vínhamos observando que estava ocorrendo uma apropriação, cooptação e uso temerário da palavra, sem levar em conta os conceitos e princípios nem, muito menos, as bases epistemológicas da Agroecologia.

Para começo de conversa, é bom registrar que Agroecologia não é tudo, nem é a salvação para todos os males. Já escrevemos em outro lugar: Agroecologia não é a panaceia salvadora para todos os problemas das sociedades. A Agroecologia não se propõe a tomar o lugar de outras ciências. Logo, há coisas que se resolvem no âmbito das ciências exatas ou naturais, assim como há coisas que se resolvem no campo da política e não são, necessariamente, do campo de estudo da Agroecologia.

Como a palavra explicita, quando falamos de Agroecologia se está tratando de algo que tem a ver com AGRO e com ECOLOGIA.

Segundo a Wikipédia, o prefixo agro tem origem no verbete latino agru que significa "terra cultivada ou cultivável". Já a palavra "agricultura" vem do latim agricultūra, composta por ager (campo, território) e cultūra (cultivo), no sentido estrito de cultivo do solo.

Por outro lado, a ecologia é a ciência que estuda o meio ambiente e os seres vivos que vivem nele, ou seja, é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição. A palavra tem origem no grego “oikos” que significa casa e “logos” que significa estudo.

Visto isso, vamos adiante. Nossa intensão é tentar, da forma mais didática possível, explicar o que não é Agroecologia.

Vejamos. Muita gente usa a palavra Agroecologia para se referir a uma agricultura sem o uso de agrotóxicos e/ou fertilizantes químicos sintéticos. Ora, este tipo de agricultura pode ser resultado não da adoção/aplicação de princípios ecológicos, mas simplesmente por tratar-se da impossibilidade do uso destes insumos, por diferentes razões, inclusive pela falta de recursos financeiros para compra-los. Agricultores pobres que não usam insumos químicos não são necessariamente agroecológicos.

Também não é necessariamente agroecológica, uma agricultura em que foram substituídos os produtos químicos por insumos biológicos, naturais ou orgânicos e ponto. Neste caso poderemos estar frente ao que vem sendo tratado como “convencionalização” da agricultura orgânica ou ecológica. Isto é, se mantem a mesma lógica da agricultura industrializada da revolução verde, inclusive o modelo de monocultivos, só que neste caso sem a utilização de insumos químicos. As chamadas produções “corporgânicas”, que já existem em muitos lugares, certamente são orgânicas e certificadas, mas não são sustentáveis do ponto de vista socioambiental e muito menos agroecológicas. O mesmo ocorre na agricultura familiar, quando esta se especializa e passa a dedicar-se ao monocultivo de uma única espécie (animal ou vegetal).

Por outro lado, há os que confundem Agroecologia com “um tipo de agricultura”. Vejamos. Dadas as bases epistemológicas da Agroecologia, faz-se necessário considerar, pelo menos dois aspectos centrais: por um lado o fato de que a agricultura é uma prática social que é influída, entre outras coisas, pelos elementos de cultura, valores, normas, regras e cosmovisões dos grupos sociais que a praticam. Por outro lado, trata-se de modificar ecossistemas visando a produção de alimentos, fibras, matérias primas, etc, daí porque os agroecossistemas (ecossistemas modificados pela prática da agricultura) passam a ser primeira unidade de análise da Agroecologia (digamos: a escala de propriedade, comunidade ou território). Não obstante cada agroecossistema poderá apresentar características biofísicas, condições ecológicas que os diferenciam dos demais. Se isso é verdade, a aplicação dos princípios da Agroecologia nos levará a uma diversidade de “tipos de agriculturas” resultantes de como sejam os arranjos entre os sistemas sociais/culturais e os sistemas ecológicos de cada lugar, ou ainda, de diferentes formas de integração dos saberes locais/tradicionais com os conhecimentos científicos aplicados.

A Agroecologia não é, portanto, um tipo de agricultura, nem uma agricultura alternativa. Compreender desta forma tem levado a muita gente falar e escrever equivocadamente: “fazer a transição para a Agroecologia”. Seria o mesmo que aplicar um Teorema de Pitágoras e dizer que se está fazendo a transição para a matemática.  

De fato, a Agroecologia por ser uma transdisciplina, nos oferece um cabedal de conhecimentos de muitas disciplinas que, em diálogo com os saberes locais/tradicionais, e o uso de metodologias e tecnologias apropriadas, contribuirá para o desenho de agroecossistemas ou de sistemas agroalimentares mais sustentáveis do ponto de vista socioambiental, culturalmente mais aceitáveis e economicamente viáveis.

Assim, não é por acaso que diversos autores têm recomendado que nos processos de transição e redesenho de agroecossistemas, sejam observadas diferentes dimensões da Agroecologia, tais como as dimensões técnico-agronômica; socioeconômica e cultural; sociopolítica e, mais recentemente, a dimensão energética.

Entendido deste modo, podemos afirmar que a Agroecologia é uma ciência do campo da complexidade, que busca superar os enfoques cartesianos, reducionistas, e adota um enfoque sistêmico e uma abordagem holística. Nada disso é novo. Apenas recalcamos aqui para tentar refutar alguns argumentos que afirmam que a Agroecologia é uma prática ou um movimento social.

Vamos por partes. Primeiro, se a Agroecologia é uma ciência ela não pode ser uma prática. Na verdade, como visto antes, ela nos oferece ferramentas para a construção de agroecossistemas mais sustentáveis, logo nos dá as bases para muitas práticas que podem ser bastante diferenciadas. Muitas delas podem ser estritamente técnico-agronômicas, mas outras podem ser de outra natureza: sociais, culturais, políticas, etc.

Por outro lado, a Agroecologia também não é um movimento social. Na verdade existem muitos movimentos sociais agroecológicos, que são formados por adeptos da Agroecologia, por pessoas e organizações que acreditam que esta ciência é revolucionária, na medida em que vem se constituindo como um novo paradigma que poderá contribuir para retomar o curso alterado da coevolução social e ecológica, que foi rompido naqueles lugares onde o modelo da revolução verde se tornou hegemônico. Assim, não é a Agroecologia que é um movimento social, como muitos escrevem. A Agroecologia é, na verdade, o elemento galvanizador de quantos participem desses movimentos. É o que lhes dá identidade e unidade. Com isso, não se nega a importância dos movimentos agroecológicos, pelo contrário, se reforça e se destaca seu papel como movimento social que luta por estabelecer um novo caminho para o avanço das sociedades nos processos de desenvolvimento rural e da agricultura, apontando que este caminho pode ser orientado por esta nova ciência em construção, a Agroecologia.

De igual modo, a não compreensão da Agroecologia como uma ciência, leva a que muitos utilizem frases como: “existe mercado para a Agroecologia”, “a Agroecologia agora é uma política pública” ou ainda, “vamos fazer uma feira de Agroecologia”. Todas estas frases mostram um enorme equívoco gnosiológico[2].

Por fim, cabe salientar que existem diferentes tipos de agriculturas alternativas, com diferentes denominações, enfoques, técnicas, normas, preparados, etc, que podem ser chamadas de ecológica, biológica, orgânica, natural, permacultura, biodinâmica, etc. Nada contra elas, mas é importante salientar que esses tipos de agriculturas não necessariamente tomam como referência as bases epistemológicas da Agroecologia e não necessariamente observam as diferentes dimensões antes mencionadas. Em muitos casos, sequer tratam de redesenhar os agroecossistemas tendo como referência o estabelecimento de novas relações funcionais e estruturais de base ecológica. Não compreender estas diferenças tem levado a outros equívocos, como usar indistintamente “produtos orgânicos ou agroecológicos”, ou dar o nome de Feira Agroecológica ao local onde se vende estritamente produtos orgânicos.



[1] Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agroecologia pela Universidad de Córdoba, Espanha. Membro do Núcleo de Agroecologia e Campesinato – NAC/UFRPE. 25/11/2016. Email: caporalfr@gmail.com
[2] Gnosiologia = Parte da Filosofia que trata dos fundamentos do conhecimento.